sábado, 26 de setembro de 2026

OS FILHOS VIRTUAIS DE MARIA LOU

 Maria Lou pode não ter tido filhos ao longo da vida. Em Brasília ela fez muitas amizades interessantes, como Dona Hilda, esposa do Deputado por Minas Gerais, Geraldo Freire da Silva, com um jornalista chamado Alberto Onça, que tinha um apartamento funcional ao vizinho ao do Deputado Gerado. Também teve amizade com o Capitão de Exército Euzébio Bartolomeu Ribeiro, ou simplesmente Capitão Ribeiro. Ao final dos anos 60 seu companheiro Nobor Batista, dizendo-se doente de tuberculose, resolveu ir para sua terra no Nordeste, e alegou que mandava dinheiro para ela também ir depois. Maria Lou, porém passou a viver maritalmente com seu companheiro Soldado Valadares. Depois alegou que estava grávida dele, ele porém, como permanecia no quartel, portanto estava servindo o exército, alegou que só chegou a ver o filho em sua casa, depois quando chegou em uma das folgas no quartel.

Com algum tempo de convivência, morando em um barraco em Sobradinho, a relação se deteriorou, não seria de se estranhar, pois ele tinha em torno de 20 anos e ela de 51.

No fim de 1968, após uma forte briga entre os dois, ele a ameaçou e ela resolveu abandonar a casa e foi falar com o Capitão Ribeiro, que concordou que ela fosse para a sua terra Natal , com o seu filho, dando instruções como seria a forma de disciplinar e criar o filho que tinha em tono de seis(6) anos.

Ela apelou para D. Hilda, que consegui com seu esposo duas passagens aéreas até a capital do Rio Grande do Norte. Essa passagens podem também ter sido cortesia de Dona Hilda, pois ela era fazendeira em Boa Esperança-MG.

Ao chegar no RN D. Lou foi para a cidade de Pau dos Ferros, onde permaneceu por algum tempo na casa de seu primo L ucas Fernandes, muito influente na cidade, e que tinha uma apelido de Luca Cão(falecido recentemente no seu convite de sepultamento os familiares, indicaram sem sentimento de depreciação seu apelido, como era carinhosamente conhecido na cidade). Lucas ao ver o tratamento violento que D. Lou dava ao seu filho, ele começou a ameaçar de investigar de onde ela teria trazido a criança, e que se fosse o caso ir mover uma ação judicial para adotar a criança.

Logo, em seguida D. Lou seguiu para sua terra natal, Marcelino Vieira, ao chegar disse para sua irmã, conhecida como Naninha, que só tinha tido esse filho. Porém a comunidade começou a questionar a maternidade desta criança, inclusive, como filho único que veio sem tratamentos disponíveis à época, incluindo o fato que não teria tido outros filhos. Para suprir essa lacuna D. Lou começou a acrescentar que houvera tido nove(9) filhos com Nabor Batista, mas todos morreram, citando vários nomes, tendo o narrador a lembrança de apenas um nome Mirabeau, que mais tarde soube aqui no RN que esse nome era comum a um dos filhos de Nabor, fonte de sua inspiração. O próprio companheiro dela Soldado Valadares chegou a afirmar que nunca tinha ouvido falar que ela tivera outros filhos, durante sua convivência com ela de no mínimo seis(6) anos.

sexta-feira, 25 de setembro de 2026

MARIA DE LOURDES – DONA LOU

                 Dona Lou é mãe adotiva do narrador, embora a tenha como mãe biológica até meados de 2023. Dona Lou nasceu em 20 de janeiro de 1912, na Vila de Victória(hoje cidade de Marcelino Veira-RN). Era a filha mais velha de 8 irmãos. Aos doze anos se casou no padre e foi morar com o seu marido na cidade de Lajes-RN. Porém ao chegar na casa de seu marido, soube que ele tinha outra mulher e não aceitado tal situação voltou para a casa de seus pais. Porém ao voltar para casa, começou a ser discriminada pelas irmãs com palavra pejorativas, como que agora ela era uma “mulher da vida”. 

O seu marido, a quem ela chamava de José, até veio a casa de seus pais, com a finalidade de levá-la de volta, mas seu pai Ramiro Félix da Silva, não gostando das intenções de seu genro o levou para tomar banho no rio de Victória e de ela esse marido desapareceu. Sua mãe se chamava Francisca Maria da Conceição (há um registro no Family Search de que ela também pode ter tido o nome de Francisca Maria do Espírito Santo, o que está consignado na certidão de batismo de sua irmã Josefa). 

Diante da discriminação das irmãs Maria Lou resolveu deixar a família e viver por conta própria, vindo a morar em Antônio Martins, onde conheceu Joaquim Paulo da Silva, sendo ela uma mulher muito bonita, tez branca bronzeada, ele se apaixonou deixou a esposa e casou com ela no Civil, na cidade de Martins-RN,  cujo documento está de posse do narrador.   

Pelos anos de 1935 o seu pai se tornou retirante por causa de uma seca e precisou se deslocar para região mais amena para sustentar os filhos, e passou na casa de Dona Lou para se despedir da filha. Foi ma algum tempo depois retornou para Victória, e durante o trajeto adoeceu e faleceu, com pouco mais de 40 anos. A sua mãe e os seus irmãos se alojaram perto de sua casa em Antônio Martins, e a partir daí ela começou a sustentar sua mãe e seus irmãos com os recursos de seus esposo Joaquim. Mas ele não gostou e disse que não poderia sustentar a família dela. Ao que ela retrucou dizendo que se ele não poderia sustentar a família dela, ela iria embora. E logo passou a viver em união estável com um senhor chamado Nabor Batista, que por razões desconhecidas convidou ela para ir embora. 

Ao ir embora com esse companheiro também levou consigo sua irmã mais nova, cujo nome que se tem conhecimento é apenas Maria, que casou com um fazendeiro, mas até hoje a família não sabe notícia dessa irmão.  

Até aqui antes de dar prosseguimento a está narração, ao passar por vários Estados do Brasil terminaram em Goias, onde finalmente chegaram a Brasília-DF, na fundação, onde ela colocou uma pensão, tendo finalmente Nabor adoecido de tuberculose e vindo para o Nordeste para, segundo ele morrer em sua terra. Aí então Maria de Lourdes passa a viver em união com um então soldado do exército de nome Francisco Valadares Oliveira. 

Maioria das informações que aqui constam foi contada por Maria Lou. Este relato pode continuar com mais detalhes.